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Fixação auto-centrante e auto-compensadora: diferenças e aplicações na usinagem

Em 12/02/2026 por Renata Aiyra | 25 Views

A escolha do sistema de fixação influencia diretamente a precisão dimensional, a segurança operacional, a repetibilidade, o tempo de setup e a estabilidade do processo. Conhecer bem as opções disponíveis é decisivo para o sucesso da operação. Neste artigo, explicamos o que caracteriza a fixação auto-centrante e a fixação auto-compensadora, suas principais diferenças e em quais aplicações cada sistema entrega resultados mais consistentes.


Fixação auto-centrante

A fixação auto-centrante é um sistema no qual todas as castanhas se movimentam de forma simultânea e rígida, centrando a peça em relação ao centro da placa. Esse sistema de centralização automática contribui para manter o alinhamento e a repetibilidade ao longo do lote, além de reduzir variações entre as peças usinadas.

Esse tipo de fixação é indicado para a usinagem de peças brutas com pouca variação dimensional ou para operações em que as superfícies a serem fixadas já estejam usinadas. Em alguns casos, pode-se acrescentar um sistema pendular nas castanhas sobrepostas onde aumenta-se o número de pontos de contato com a peça, equalizando a fixação e compensando eventuais irregularidades do diâmetro a ser fixado. Essa configuração, no entanto, não descaracteriza sua principal função auto-centrante.


Fixação auto-compensadora

A fixação auto-compensadora também é caracterizada pelo movimento simultâneo das castanhas, porém sem rigidez durante a movimentação. Isso permite que cada castanha se ajuste de forma independente no momento da fixação, possibilitando que a força seja distribuída de maneira uniforme em todo o perímetro de contato.

Esse sistema é indicado para peças brutas com variações dimensionais elevadas e para peças já usinadas e em operação de acabamento ou sensíveis à deformação.

Um ponto de atenção importante é que a fixação auto-compensadora não garante a centralização da peça pelas castanhas. Por esse motivo, é imprescindível a utilização de uma ponta, um contra pontas ou algum componente equivalente, que será o responsável pela centralização correta da peça durante a usinagem.


Conclusão

Para produção em série e peças padronizadas, a fixação auto-centrante costuma ser a escolha mais adequada, principalmente pela rapidez de setup e pela constância dimensional. Já em aplicações com variação de forma, superfícies irregulares ou risco de deformação, a fixação auto-compensadora oferece mais controle e estabilidade ao processo.

Entender a diferença entre fixação auto-centrante e auto-compensadora é fundamental para garantir processos mais estáveis, produtivos e com maior qualidade dimensional. A escolha correta do sistema impacta diretamente o desempenho produtivo e a qualidade final da peça usinada.

A CINCO Tecnologia em Fixações atua no fornecimento e na aplicação técnica de soluções de fixação industrial, definindo o sistema mais adequado para cada tipo de peça e processo. O foco está em garantir precisão, estabilidade e repetibilidade desde o início da operação.

Para saber mais, acesse www.kitagawa-cinco.com.br ou entre em contato com nossa equipe técnica.

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